O Iluminismo
Podemos dizer que o Iluminismo foi um movimento filosófico que surgiu na Europa com o apoio da burguesia desejosa de mudanças, principalmente nos campos da política e economia, no primeiro plano criticavam o absolutismo e no segundo o mercantilismo. Os iluministas trouxeram o foco da discussão política para "o mundo dos homens", e com argumentos baseados "na razão".
Antes dos Iluministas a Europa Ocidental estava dominada por mandatários que governavam sob dogmas religiosos ou que exercíciam o poder em monarquias absolutistas em sua grande maioria. O Iluminismo chegou com um novo pensamento, e trouxe o “Século das Luzes”.
A influência do pensamento iluminista incentivou a Revolução Francesa, a Independência dos EUA e uma série de outros movimentos.
Pensar e conhecer o mundo a partir do Homem
No Iluminismo valoriza-se o antropocentrismo e o racionalismo; na crítica ao absolutismo defendia-se a monarquia parlamentar; Uma exceção neste aspecto era o pensamento de Jean-Jacques Rousseau, que era defensor da República como forma de governo.
A maioria dos filósofos iluministas era anticlerical, pois em suas teses a Igreja e o clero deveriam sofrer grandes reformas; nenhum deles era ateu. Eles eram, no máximo, Deístas. Ou seja, cultuavam Deus, mas sem uma religião.
Os pensadores iluministas que criticavam o mercantilismo e suas práticas ficaram conhecidos como filósofos econômicos. No ataque às práticas mercantilistas, eram defendidos o livre comércio contra o monopólio, o fim das barreiras alfandegárias e de protecionismo.
O Estado não deveria interferir mais na economia, baseando-se no pensamento do chamado “laissez-faire, laissez-passer”, ou seja, deixar fazer, deixar passar.
Para os iluministas a economia tinha suas próprias leis e regras, e andaria com suas próprias pernas. Quesnay era o pensador francês desse discurso, sendo depois considerado um fisiocrata, juntamente com Gounay, por dizer que a riqueza de uma nação está em sua agricultura.
Outros pensadores muito importantes da época são Adam Smith (Reino Unido, 1723 – 1790) com sua obra “A Riqueza das Nações”, que defendia a liberdade comercial e a concorrência sadia. Para ele, o trabalho aliado ao capital era fator determinante de riqueza. Temos ainda os ingleses Thomas Malthus (1766 – 1824), David Ricardo (1772 – 1823) e John Stuart Mill (1806 – 1873).
A difusão dos ideais iluministas foi possível graças ao apoio da imprensa que sempre era perseguida pelos governos, pois muitas obras tinham suas impressões proibidas.
Dentro desse contexto, temos a criação da “Enciclopédia”, de D. Diderot e J. L. d’Lambert, que objetivava reunir todo o conhecimento até então sabido em uma grande obra. Por inúmeras vezes os organizadores foram presos e muitos de seus verbetes foram feitos nas prisões.
Considerado o maior dos pensadores do movimento iluminista, Voltaire era o mais rigoroso crítico do clero e da religião. Deixou várias obras, entre elas “Cândido”, “Tratado de Metafísica”, “Dicionário Filosófico”, “Cartas Inglesas”, etc.
É dele a frase “déspota esclarecido”, dita em defesa de sua amiga Catarina, a Grande, da Rússia; porém, ele não era amigo só dela como também era um grande amigo de Frederico II, da Prússia. Suas correspondências terminavam com o seguinte dizer: “esmagai a infâmia”. Seu nome era François Marie Aronet.
Montesquieu era um nobre. Entre suas obras encontramos como principais as “Cartas Persas” e O Espírito das Leis”, onde é feita a defesa dos três poderes distintos em executivo, legislativo e judiciário, ideia baseada em Locke, um pensador pré-iluminista.
Além disso, ele distingue as formas de governo em República, a da virtude; Monarquia, a da honra e o Despotismo, o do medo. Montesquieu era defensor de uma monarquia parlamentar ao modelo inglês. Seu nome era Charles Louis de Secondat.
Jean-Jacques Rousseau era de origem popular e tinha posições controvertidas, pois era contra o progresso, dizendo que o homem havia deteriorado.
Era o mais revolucionário de todos os iluministas, principalmente por suas obras “O Contrato Social” e o “Discurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens”; em “Emílio”, ele analisa as fases do homem, dando importância à infância e adolescência.
Texto adaptado do blog: https://blogdoenem.com.br/o-iluminismo-historia-enem/ acesso em 17/08/20.
ATIVIDADE
1- Qual o sistema de governo defendido por Rousseau?
a) Anarquismo. b) Comunismo.
c) Socialismo. d) República.
2-O nome de “Despotismo Esclarecido” foi dado por Voltaire a qual dos governantes abaixo?
a) André Gide. b) Frederico II.
c) Catarina II. d) Pombal.
3- O que foi o Iluminismo?
a) Movimento matemático para restaurar as contas da França.
b) Campanha feita no Rio de Janeiro para a instalação de lampiões a gás nas ruas.
c) Revolução ideológica que propunha o socialismo.
d) Movimento filosófico ocorrido no século XVIII. *
e) Forma de pensamento no qual haveria maior participação popular nos governos.
4- As posições simples do Iluminismo eram:
a) o antiabsolutismo e o anticlericalismo
b) a defesa do fim da burguesia e do campesinato
c) a instalação de uma forma de comunismo primitiva e de indústrias familiares
d) a defesa da democracia direta e do voto universal
e) o controle do mercado pelo Estado e a defesa dos ideais liberais
5- Relacione a segunda coluna de acordo com a Primeira.
( 1 ) Isaac Newton ( ) Acreditava que a verdadeira fonte de riqueza era o trabalho.
( 2 ) Montesquieu ( ) Principal meio de divulgação dos ideais iluministas.
( 3 ) Adam Smith ( ) Criticava o Absolutismo, a sociedade burguesa e a propriedade privada.
( 4 ) John Locke ( ) Criticava os privilégios da Igreja e da nobreza e defendia as liberdades individuais.
( 5 ) René Descartes ( ) Influenciou a política contemporânea. Com a criação dos três poderes. Executivo, Legislativo e Judiciário.
(6 ) Rousseau ( ) Defendia a existência de direitos naturais inerentes ao Homem, como: à vida, à liberdade de expressão e os bens materiais.
( 7) Voltaire ( ) Acreditava na existência de Deus, mas afirmava que Ele não era capaz de modificar as leis da natureza.
( 8) Enciclopédia ( ) Iniciou o racionalismo, buscava uma verdade incontestável.